A apenas seis dias da grande final de “A Grande Conquista 2”, Fellipe Villas foi eliminado do reality show da Record TV.
Embora ele não tenha violado nenhuma regra do confinamento, o participante precisou deixar a atração às pressas devido a um “processo interno do Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo”.
A emissora explicou que o policial infringiu normas militares ao participar do programa sem a devida autorização da Polícia Militar do Espírito Santo.
Como aconteceu a saída do participante
Os nove participantes restantes receberam a notícia na tarde desta sexta-feira (12). Eles inicialmente suspeitaram que Fellipe havia sido chamado pela produção para receber atendimento médico, pois ele estava sangrando, mas ficaram surpresos ao saber da eliminação.
O comunicado lido por João Hadad informou: “Atenção, conquistadores! O participante Fellipe Villas não faz mais parte do programa. Devido a um processo interno do Batalhão da PM do Espírito Santo, ele teve que deixar ‘A Grande Conquista’. Arrumem as malas dele e deixem no closet.”
Os participantes especularam que Fellipe havia sido forçado a escolher entre manter seu emprego na polícia e continuar no jogo, sugerindo que ele teria até o dia 15 para retornar ao trabalho. No entanto, a situação foi um pouco diferente.
Entenda a situação do militar
Antes de entrar no programa, em março, Fellipe solicitou autorização da corporação, mas não obteve a licença necessária, pois tinha menos de dez anos de serviço. Mesmo assim, ele decidiu seguir adiante com sua participação no reality show.
De acordo com o jornal A Gazeta, Fellipe estava de férias até 14 de maio e deveria ter retornado ao trabalho no dia seguinte. Sua equipe apresentou um laudo psiquiátrico para justificar uma dispensa de 90 dias a partir de 15 de maio. No entanto, após 30 dias de afastamento, ele foi convocado para uma avaliação pela Junta Militar de Saúde, mas não compareceu, resultando na suspensão de seu salário em junho.
A Polícia Militar do Espírito Santo declarou que ele estava em estado de deserção, conforme o Art. 187 do Código Penal Militar, devido à falta injustificada à avaliação.